sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Ana Lúcia Bastelardos

Ana Lúcia Bastelardos. A mistura bizarra de Candelabros com Bastardos (objeto e condição que orbitavam-na, sem que demorasse pensando nisso), mais o nome composto que se sussurra como os pecados de Lúcifer.
Amansada no confronto, encurralada e endoidada. Juventude numa lata de lixo, tantos traumas que um escritor de novela choraria por dias a fio. Fraqueza que às vezes vira força, ela não sabe o porquê. Dá pra conciliar paixão e tesão, fingir sem enganar, nessa vida esfarelada?
Ana Lúcia adocica a vida a lágrimas, salga a morte com a doçura das flores. Ela queria só o sol do fim da madrugada, a brisa fria que sopra no décimo quinto andar, os milhares de lençóis macios, quem sabe uma rouquidão estranha... Paz.
– Bastelardos, quer saber? Vou embora!
Um quinquilhão de ecos no escuro, portas batendo. Muitos, muitos, muitos que por sua vida passaram sem conseguir entender tal personagem, largando-a para que se consiga o próprio bem psicológico. Há alguém que consiga com ela coexistir?
Abre os olhos e dói ver. Sabe que o certo é querer cegar-se, porém não deixa de encarar a olhos frios todo esse horror da vida. Ana Lúcia enxerga por frestas; faz de modo insignificante, sem insignificar-se.
O tempo passa, opiniões e devaneios ficam para trás no ócio, tudo está enfim em escarlate mas mal adianta se fechar dentro das cortinas de seu palco particular. Ainda chovem palpites soltos, desconexos, improváveis, incontáveis, incompletos, tão absurdos que não chegam a fazer cócegas na confusão de sua alma. Ela tenta deixar de lado as ranhuras cheias de teias de aranha...

Um comentário:

  1. Cade? Não vai escrever mais? haha. Vou começar a te passar uns temas pra você escrever. aí fica mais dificil, mais profissional e até mais divertido (:

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