quinta-feira, janeiro 13, 2011

Buraco negro

Meu coração cheio de amor
É um errante buraco negro
Como se o anestesista
Espetasse os próprios dedos

Nenhum transplante tiraria
Deste peito mal-tratado
Tal órgão apodrecido
Tanto sangue envenenado

Ninguém vê que esta máquina
Que eu finjo que funciona
Existe nas mentiras
Se sustenta naquele sem-vergonha...

Dizem que o doer é normal
Espero que o remédio possa tanto me ferir
Faça o favor de me destroçar
Me deixar sem existir

quarta-feira, janeiro 05, 2011

Mais um

Há 16 anos chove torrencialmente todo dia 5 de Janeiro.
Acredite em mim, sempre chove. Não é metáfora relacionada ao meu aniversário nem analogia à pureza das águas do verão que vêm para limpar a minha alma... É fato, e dos bem esdrúxulos.
Acho que algo está reservado para mim, algum dia.